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Tabagismo alcança a marca de 4,9 milhões de mortes anuais

julho de 2013

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo a principal causa de morte evitável em todo o mundo e vem ao longo de mais de 20 anos empregando inúmeras medidas para serem adotadas no sentido de conscientizar a população global dos malefícios do cigarro e incentivar os fumantes a abandonarem o vício.

No Brasil, uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante. E, Francine Branco, enfermeira da Medicina Preventiva do Sepaco Autogestão, alerta sobre a importância de abandonar o vício para aumentar a qualidade de vida.

Por entender toda a complexidade de abrir mão de algo que, para o dependente, significa “prazer”, a Medicina Preventiva do Sepaco Autogestão, realiza um trabalho dentro das empresas papeleiras que engloba várias medidas e atividades para que as pessoas conheçam todos os aspectos negativos do tabaco para si próprio e também para seus familiares (que se tornam fumantes passivos).

Francine explica que o tabagismo é uma toxicomania caracterizada pela dependência física e psicológica do consumo de nicotina, uma droga bastante poderosa, capaz de estimular, deprimir ou perturbar o sistema nervoso central e outras partes do corpo humano, uma vez que chega ao cérebro em apenas 7 segundos, sendo de 2 a 4 segundos mais rápida que a cocaína.

Já se constatou que o câncer no pulmão, bronquite e enfisema pulmonar estão diretamente relacionados ao fumo. Existem outras doenças graves que podem ter relação direta com o tabaco e precisam ser tratadas com severidade, tais como o infarto agudo do miocárdio, doenças vasculares – AVC (Acidente Vascular Cerebral) – e diversos tipos de câncer (boca, laringe, esôfago, rim, bexiga e colo de útero).

Durante as atividades, a equipe multidisciplinar da Medicina Preventiva, ainda destaca o risco que o cigarro traz para os fumantes passivos, pois na fumaça do cigarro é possível encontrar uma mistura de cerca de 4.720 componentes químicos, sendo 39 cancerígenos, como o monóxido de carbono, naftalina e o alcatrão. “Aprender a respeitar o próximo pode colaborar para a diminuição de mortes e garantir que cada vez mais pessoas tenham uma vida plena e saudável”, avalia Francine.

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