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14 de setembro de 2019

Neste domingo (15), em todo o Brasil, é comemorado o Dia do Cliente. Esta data serve para lembrar que a relação entre empresa e cliente pode ser mais próxima a cada dia.

No Hospital Sepaco, as equipes assistenciais e de apoio trabalham de modo integrado com a nossa equipe de SAC, que está pronta para atender, ouvir e orientar os clientes.

As manifestações recebidas são repassadas às equipes para que os responsáveis possam transformá-las em ações estratégicas.

O SAC é um facilitador na comunicação entre o cliente e a instituição, solucionando queixas e divulgando elogios com eficácia, com o objetivo de atingir a satisfação do cliente e trabalhar para um Sepaco cada vez melhor.

Para entrar em contato conosco, utilize um de nossos canais:

– Telefone: 2182-4757
– Fale Conosco: www.sepaco.org.br/faleconosco
– Pesquisa de satisfação, disponível em todos os andares do hospital
– Atendimento Presencial: de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h, na rua Vergueiro, 4210, andar S1 – Vila Mariana
– Visitas ativas a pacientes internados

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13 de setembro de 2019

Sendo uma das principais causas de morte no Brasil, e que atinge cerca de 400 mil pessoas, tendo metade desse número marcado por óbitos, a Sepse é uma resposta do corpo a uma infecção que pode ocorrer em um ou mais órgãos. Alguns dos sintomas são hipotermia e hipertermia, sonolência ou confusão, febre alta e pressão baixa. Pessoas que possuem câncer, insuficiência renal, AIDS, diabetes, ou qualquer outra doença que reduza as defesas do organismo, tem maior possibilidade de contrair Sepse.

A implementação do protocolo gerenciado de sepse em instituições de saúde tem se mostrado capaz de reduzir a mortalidade da doença. O aumento na adesão a intervenções diagnósticas e terapêuticas é o fator que tem sido associado a melhores resultados.

Em meados de 2014, o Protocolo de Sepse foi implantado no Hospital Sepaco e contribuiu para a redução de 25% na taxa de mortalidade. O início do processo foi com a definição estratégica de condução dos casos, treinamento das equipes multidisciplinares e aprimoramento das ferramentas de análise. Mensalmente são realizadas reuniões com os setores para discussão e apresentação dos resultados obtidos, e realização contínua de treinamentos de nivelamento para adequar as melhores práticas.

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16 de agosto de 2019

Durante o mês de agosto é celebrado o “Agosto Dourado”, em defesa ao Aleitamento Materno. A ação é promovida em mais de 170 países pela Aliança Mundial pelo Aleitamento Materno, Unicef e OMS. No Brasil, este mês é dedicado a ações de promoção e incentivo à amamentação.

São inúmeros os benefícios da amamentação, que vão desde a redução da mortalidade em crianças menores de 5 anos, à proteção contra doenças infecciosas, incluindo prevenção de diarreia; melhoria no desenvolvimento cerebral e na saúde bucal; redução do risco de depressão, obesidade e diabetes tipo 2; prevenção do câncer de mama e de ovário nas mães que amamentam e promoção de uma microbiota saudável, entre outros.

Para que a amamentação possa ocorrer não basta apenas o desejo materno. Além de condições físicas e de saúde da mãe e do bebê, é necessário apoio familiar, apoio do parceiro e da sociedade. A equipe de saúde multidisciplinar tem papel fundamental nesse processo: começando pela hora de ouro, com o primeiro contato da mãe e do bebê, logo após o nascimento; durante a amamentação na primeira hora de vida, com o acolhimento e suporte à mãe logo após o parto e passando as orientações necessárias para garantir a saúde da mãe e do bebê. É fundamental também que a equipe tire as dúvidas, explique a pega correta, estimule a participação do pai, acalme e esteja presente neste momento. O período na maternidade, com alojamento conjunto, pode ser um ótimo gatilho para que a amamentação tenha sucesso.

No caso de um nascimento prematuro ou com alguma complicação, levando o recém-nascido para UTI Neonatal, a oferta do leite materno ao bebê pode ser prejudicada por vários fatores, como estresse materno, necessidade de jejum do recém-nascido ou impossibilidade do bebê mamar ao seio. Por todos esses fatores a intervenção e o apoio da equipe multidisciplinar são ainda mais necessários, com orientações e suporte à mãe, para que o leite materno seja ofertado por outros meios até que a amamentação possa ser reestabelecida.

O Hospital Sepaco está empenhado em favorecer o aleitamento materno, já apresentando ótimos índices de alta em aleitamento materno exclusivo, mesmo em bebês que permaneceram internados em UTI, devido ao trabalho em conjunto entre as especialidades.

Dra. Renata Castro
Coordenadora assistencial da Uti neonatal do Hospital Sepaco

3 de agosto de 2019

O que é o sarampo?
O Sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, que se manifesta com febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular). A doença pode ser acompanhada de complicações sérias, principalmente em crianças menores de 05 anos, adultos maiores de 20 anos ou pessoas com algum grau de imunodepressão.

Como eu posso contrair o sarampo?
A transmissão é direta de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pela tosse, respiração ou fala e que permanecem dispersas no ar, principalmente em ambientes fechados como escolas, creches, clínicas e meios de transporte. Após a contaminação, as pessoas infectadas podem transmitir a doença cerca de 4 a 6 dias antes do aparecimento da erupção cutânea até 4 dias após a reação.

Quanto tempo após a exposição ao doente aparecem os sintomas do sarampo?
Os sintomas aparecem, em média, de 10 a 12 dias após a exposição ao vírus.

Quais são os sinais e sintomas?
O primeiro sinal do Sarampo é a febre alta, que dura de 04 a 07 dias, acompanhada de coriza, tosse e vermelhidão nos olhos. Em seguida, surgem manchas avermelhadas na pele, que podem durar até 03 dias. Essas manchas começam pelo rosto e parte de trás do pescoço, e aos poucos progridem em direção aos membros inferiores. Após este período, elas desaparecem na mesma ordem de seu surgimento.

Existe tratamento para o sarampo?

Não há tratamento específico para o sarampo, apenas sintomáticos.

Como prevenir o sarampo?

A vacina contra sarampo é a única forma de prevenir a ocorrência da doença na população.

Esquema Vacinal:
1ª dose: Vacina tríplice viral sarampo-caxumba-rubéola (SCR), aos 12 meses de idade;
2ª dose: Vacina tetraviral (SCR e varicela) com 15 meses até 6 anos, 11 meses e 29 dias;
Pessoas dos 07 aos 29 anos devem ter 02 doses de vacina SCR, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;
Adultos com idade superior a 30 anos até os nascidos a partir de 1960, não vacinados ou sem comprovação de dose, devem tomar 1 dose da vacina SCR
Profissionais da saúde devem ter 2 doses de vacina SCR, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

19 de julho de 2019

No mês de junho, o Hospital Sepaco recebeu o certificado “UTI EFICIENTE” fornecido pela Epimed Solutions. Este certificado indica que a UTI Adulto do Sepaco obteve bons resultados clínicos por meio da utilização eficiente dos recursos utilizados no tratamento de pacientes com quadro crítico. Deste modo, o trabalho realizado pela UTI contribuiu com a garantia de qualidade no cuidado de pacientes de alta gravidade e complexidade.

O sistema da Epimed Solutions possui funções como gerenciamento de informações clínicas e perfil epidemiológico da UTI em tempo real e monitoramento à beira do leito das medidas de aderência às melhores práticas assistenciais e de prevenção de eventos adversos e infecções relacionadas aos cuidados de saúde com o uso de checklists e bundles, entres outras funcionalidades. Este sistema é utilizado em mais de 1000 UTIs na América Latina e Europa, com mais de 2,5 milhões de pacientes cadastrados e permite que os hospitais façam benchmarking por meio de análise online de dados de outras unidades que o utilizam. O Hospital Sepaco utiliza um software para gestão de saúde que foi integrado a este sistema, o que permite que as informações sejam atualizadas com uma base de dados abastecida em tempo real.

O Hospital Sepaco utiliza o sistema desde 2012 e prepara suas equipes para uso adequado da ferramenta. “Este resultado só foi possível graças à dedicação de toda a equipe em manter a atenção voltada ao paciente e abastecer o sistema com informações mantendo critérios claros”, disse Dra. Nathaly Fonseca Nunes, Coordenadora da UTI Adulto do Hospital Sepaco. A UTI Adulto conta com uma equipe multidisciplinar e tem em seus princípios a crença do Hospital Sepaco “Qualidade e Eficiência fazem bem à saúde”.

1 de julho de 2019

A partir do dia 1º de julho, o Hospital Sepaco conta com uma nova Equipe de Neurologia. Nesta linha de cuidado, o Hospital Sepaco passará a contar com atendimento especializado desde o pronto atendimento, com especialistas neurologistas disponíveis presencialmente, além de consultas ambulatoriais e exames diagnósticos específicos, tais como:

  • Atendimento neurológico no Pronto Atendimento, Unidades de Internação e UTI Adulto
  • Implementação do protocolo de Acidente Vascular Cerebral
  • Atendimento ambulatorial completo, com subespecialidades em neurologia
  • Doppler transcraniano
  • Eletroencefalograma
  • Eletroneuromiografia
  • Procedimentos terapêuticos específicos, tais como aplicação de toxina botulínica

A novidade está de acordo com os objetivos da instituição, oferecendo atendimento especializado de alta complexidade e com excelência, garantindo a melhor experiência aos pacientes.

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22 de maio de 2019

Qual é a causa da bronquiolite (BQL)?

A BQL é uma infecção viral bastante comum entre as crianças, provocando o inchaço e o acúmulo de muco nos bronquíolos, pequenas passagens de ar presentes nos pulmões. Normalmente se inicia com sintomas que se assemelham a um resfriado como tosse, coriza, obstrução nasal, irritabilidade, redução da aceitação das mamadas, podendo haver febre (viremia em via aérea superior), evoluindo para desconforto respiratório (“período de piora”) 3 a 5 dias depois (viremia em aérea inferior).

“Cerca de 80% dos casos são causados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), mas outros vírus também podem causar a doença como rhinovirus, influenza, parainfluenza, adenovírus, metapneumovírus”, afirma a Dra. Talita Gongora Lodi Rizzini, pediatra e coordenadora do Serviço de Pediatria do Hospital Sepaco.

Quais são os cuidados fundamentais no tratamento?

Os cuidados irão depender da gravidade. Nem todos os casos de BQL necessitam de internação e apenas cerca de 15% deles necessitam de internação. Apenas pacientes com demanda por oferta de oxigênio, desconforto respiratório significativo, queda do estado geral e incapacidade de aceitarem líquidos adequadamente e grupos de risco como lactentes jovens < 2 – 3 m, cardiopatas, portadores de imunodeficiências, doenças pulmonares crônicas / broncodisplasia) devem ser hospitalizados. Nos casos mais leves, o tratamento é a hidratação e a limpeza das vias aéreas.

Por que o número de casos aumenta quando o tempo fica mais frio?

A principal época de sazonalidade na região sudeste do Brasil é o durante o outono e o início do inverno, ou seja, entre março e julho. A incidência começa a aumentar nesta época porque ocorre a diminuição da umidade relativa do ar.

“As partículas ficam em suspensão, os lugares permanecem mais fechados e isso favorece a contaminação ambiental. Além disso, as quedas bruscas de temperatura, em um mesmo dia contribui para o aumento dos quadros, tanto inflamatórios/infecciosos quanto alérgicos”, afirma a Dra. Talita.

O que acontece caso a criança não receba os cuidados adequados?

Geralmente a bronquiolite não apresenta complicações graves, porém algumas pesquisas defendem que bebês infectados pelo vírus causadores da bronquiolite tem maiores chances de desenvolver asma futuramente.

“Se não tratados adequadamente, casos graves de bronquiolite contribuem para o desenvolvimento de pneumonia, que deve, então, ser tratada separadamente. Além disso, a bronquiolite pode levar a criança à insuficiência respiratória, na qual só conseguirá respirar com ajuda de aparelhos”, finaliza a especialista.

Fonte: Dra. Talita Gongora Lodi Rizzini – Coordenadora da Pediatria
CRM: 122.213

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17 de maio de 2019

O Hospital Sepaco agora conta com atendimento especializado em Medicina Fetal. O serviço é voltado tanto para a realização de consultas e exames diagnósticos de rotina na gestação (ultrassom morfológico e ultrassom obstétrico, entre outros) como para o acompanhamento e tratamento de fetos com diagnóstico de doença intrauterina. O horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h, e sábados das 8h às 14h. As consultas podem ser agendadas por meio da Central de Atendimento do Hospital Sepaco:

A nova especialidade será liderada pela Profa. Dra. Lisandra Stein Bernardes, especialista com ampla experiência e conhecimento em Medicina Fetal, com graduação, mestrado, doutorado e livre-docência pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Medicina Fetal pela Université Paris V (2007) e Especialista em Ultrassonografia pela Universidade Paris XI (2008).

Dra. Lisandra também foi coordenadora do Setor de Medicina Fetal da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP entre 2014 e 2019, onde criou, implementou e coordenou o Grupo de Cirurgia Fetal e o Grupo de Atendimento Integral à Gestante de Fetos com Malformação (GAI).

A especialista lidera uma equipe de 13 profissionais com ampla experiência na área e sólida formação acadêmica e científica, com especialização em gestações de alto risco e diagnóstico por imagem. Todos são treinados para diagnosticar as doenças da vida intrauterina e também acolher de forma humana e inovadora a família que passará pela difícil jornada de ter uma gestação de alto risco.

De acordo com a Dra. Luci Meire Pivelli Usberco, Superintendente Operacional do Sepaco, esta nova especialidade ressalta o comprometimento da instituição com os cuidados materno-infantis e também de toda a família. “O serviço de medicina fetal vem somar a experiência do Hospital Sepaco com alta complexidade ao cuidado e atenção dedicados às gestantes, tornando a nossa assistência ainda mais resolutiva e precisa”, destaca.

Para a Dra. Lisandra, o novo serviço oferece um cuidado humanizado e seguro às gestantes e seus bebês. “O Sepaco possui uma excelente estrutura de atenção à gestante. Além disso, vamos trabalhar de forma integrada a todas as outras equipes do hospital, buscando a estruturação do cuidado da criança após o diagnóstico pré-natal de malformação, e acompanhando a família em suas principais necessidades nesse momento”, finaliza.

28 de março de 2019

O que é dengue?
Dengue é uma doença infecciosa que pode ser de curso benigno ou grave (dependendo da forma que se apresente: clássica ou hemorrágica) causada por um arbovírus (vírus transmitido através dos insetos), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo. As epidemias, geralmente, ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.

Qual é a causa?
A infecção pelo arbovírus é causada pela picada do Aedes aegypti, uma espécie de mosquito originária da África, que chegou ao continente americano na época da colonização.

Transmissão
O mosquito pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva incubado durante 8 a 12 dias e o retransmite.

Importante: não há transmissão por fontes de água ou alimento, nem pelo contato de um doente com uma pessoa sadia.

Curiosidade: o mosquito costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não há dor, nem coceira.

Sintomas

Dengue clássica

  • Febre alta;
  • Forte dor de cabeça;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Perda do paladar e apetite, vômitos;
  • Manchas  e  erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente, no  tórax  e nos membros superiores;
  • Tonturas;
  • Cansaço e muitas dores no corpo, ossos e articulações.

Dengue hemorrágica

  • Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os seguintes sinais de alerta:
  • Dores abdominais fortes e contínuas;
  • Vômitos persistentes;
  •  Pele pálida, fria e úmida;
  •  Sangramento pelo nariz, boca e gengivas;
  • Sonolência, agitação e confusão mental;
  • Sede excessiva e boca seca;
  • Dificuldade respiratória.

Ao observar dois ou mais destes sintomas, procure imediatamente um médico.

Tratamento

Não há tratamento específico para dengue, apenas algumas formas que aliviam os sintomas:

  • Ingerir muito líquido (água, sucos, chás, soros caseiros, etc.);
  • Permanecer em repouso.

Não devem ser utilizados medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

Como prevenir?

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água parada, locais propícios para evitar a criação do mosquito transmissor da doença.

Para isso, é importante:
– Manter a caixa d’água sempre tampada;
– Deixar a calha limpa para a água passar e tirar folhas, galhos ou sujeira;
– Não deixar a água da chuva acumulada na laje;
– Lavar  tanques  e  vasos  de plantas utilizando para armazenar água semanalmente com sabão e escovas;
– Manter caixas d’água, tonéis e barris de água bem tampados;
– Colocar areia nos pratinhos de plantas;
– Guardar  sempre  as garrafas de cabeça para baixo;
– Guardar os pneus sem água e em local coberto, fora do alcance da chuva;
– Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira fechada.

Evitar a dengue só é possível com a participação de todos.

 

Fonte: Promoção à Saúde do Sepaco Autogestão
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25 de março de 2019

A equipe de Cardiologistas Intervencionistas do Hospital Sepaco comemora os resultados extremamente positivos alcançados nas modernas cirurgias de Implante Percutâneo de Válvula Aórtica – TAVI. Os profissionais, chefiados pelo Dr. Rósley Weber Alvarenga Fernandes, cardiologista intervencionista e Responsável Técnico pelo Setor de Hemodinâmica do Hospital Sepaco, estão amplamente familiarizados com a técnica.

Considerada uma evolução importantíssima na Cardiologia Intervencionista moderna, a opção terapêutica conhecida como TAVI é um procedimento minimamente invasivo, que permite a correção em uma redução no diâmetro da válvula aórtica. A válvula implantada permite restabelecer volumes normais de passagem do fluxo de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta.

A estenose da valva aórtica (EAo) é uma das doenças valvares cardíacas, causada na grande maioria dos casos pela aterosclerose, mais comum em pacientes acima dos 75 anos, podendo ser facilmente detectada no exame físico e confirmada com exames complementares.  Segundo o Dr. Rósley, o estreitamento nessa válvula surge com o passar dos anos, dificultando que o sangue chegue a todos os órgãos do corpo. “Caso não seja tratado, o paciente pode evoluir, a depender do grau de estreitamento, para óbito em meses”.

O Dr. Rósley explica que o coração humano possui quatro válvulas cardíacas, duas separando suas quatro câmaras e outras duas separando os ventrículos esquerdo e direito das artérias aorta e pulmonar, respectivamente. “A cirurgia cardíaca com o tórax aberto para troca ou plastia destas válvulas foi por muito tempo a única opção de tratamento para estes pacientes, mas tem evoluído a cada dia, com procedimentos cada vez menos invasivos, sem necessidade de cirurgia aberta e com um recuperação pós-operatória mais rápida”, comemora o médico.

A TAVI ainda tem sua indicação a pacientes de alto risco cirúrgico (risco de morte cirúrgica maior que 8%), pacientes com comorbidades ou condições clínicas que contra-indiquem a cirurgia com tórax aberto, pacientes com cirurgia cardíaca coronariana prévia ou outras condições que o médico, após minuciosa avaliação, assim o julgar. “Novos trabalhos já têm mostrado benefícios da TAVI também em pacientes de risco não tão alto”.

Para o especialista, o presente da TAVI é ser uma opção à cirurgia cardíaca com boa segurança a baixas taxas de complicações e alerta que o futuro da TAVI já está bem próximo. “Acredito que em casos de alto e moderado risco ficará como a opção de escolha dos médicos em conjunto com os pacientes. O código de ética permite que o paciente tenha livre escolha do seu tratamento, quando adequadamente exposto os riscos e benefícios das opções terapêuticas”, ressalta.

Caso de sucesso

Confira o depoimento do paciente Nivaldo Calheiros de Balbino Silva:

Evolução

Na década de 70, um conceito de uma válvula montada sobre um stent (dispositivo metálico de sustentação do lúmen do vaso que pode ser auto expansível ou expansível por catéter balão) surgiu como uma abordagem experimental. Muito se evoluiu e, nos anos 90, os primeiros casos de válvulas montadas em stent foram implantadas em aortas de porcos em trabalhos científicos. Em 2000, desenvolveu-se uma prótese valvar montada em um stent que poderia ser utilizada em humanos. Assim, em 2002, Dr. Alan Cribier, emérito professor francês de Cardiologia Intervencionista, implantou a primeira válvula montada em um stent expansível com catéter balão em humano. O procedimento foi um sucesso e considerado uma das maiores evoluções na Cardiologia Intervencionista.

Desde o procedimento índice até os dias de hoje, a técnica evoluiu muito e milhares de outros procedimentos já foram realizados em todo o mundo. No início, estes procedimentos eram sempre feitos com anestesia geral. Hoje, estas podem ser levadas ao coração através de um pequeno orifício de apenas de 1 cm na pele e o procedimento pode ser por anestesia local e/ou uma sedação consciente do paciente.

A TAVI (Trans Aortic Valvar Implatation) ou TAVR (Trans Aortric Valvar Replacement) é uma evolução onde caminhamos a passos largos para procedimentos cada vez menos invasivos, sem necessidade de cirurgia aberta e com um recuperação mais rápida para os pacientes.

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