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O que você precisa saber sobre o novo coronavírus

Em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Os coronavírus são a segunda principal causa do resfriado comum (após rinovírus) e, até as últimas décadas, raramente causavam doenças mais graves em humanos do que o resfriado comum.

Os casos de Covid-19 foram notificados pela primeira vez em 31 de dezembro de 2019, na China, na província de Hubei, e atualmente há casos em vários países do mundo. A OPAS e a OMS estão prestando apoio técnico aos países, na preparação e resposta ao surto de COVID-19.

O Hospital Sepaco possui protocolo de atendimento para casos suspeitos e casos confirmados da doença. A Instituição também preparou uma relação com as perguntas e respostas mais comuns referentes à doença.

Os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar doenças em animais e humanos. Em humanos, são provocadas infecções respiratórias que vão do resfriado comum a graves doenças. A Covid-19 é a doença causada pelo coronavírus descoberto em dezembro de 2019 (chamado de SARS-Cov-2).

Os sintomais mais comuns são: febre, cansaço, tosse seca.

Os sintomas menos comuns geralmente começam gradualmente e são caracterizados por dores, congestão nasal, coriza, dor de garganta, falta de ar.

Entretanto, algumas pessoas não apresentam sintomas.

A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial.

Pessoas idosas e com outras doenças crônicas como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves.

A doença pode se espalhar por meio de gotículas do nariz ou da boca – expelidas por uma pessoa com COVID-19 ao tossir ou espirrar. Essas gotículas pousam em objetos e superfícies e podem infectar pessoas que as toquem.

O risco de infecção varia de acordo com onde você mora ou viajou. Ele é maior em áreas onde várias pessoas foram diagnosticadas com a doença. O início dos casos aconteceu na China, na província de Hubei e atualmente há casos em vários países do mundo.

A OMS está trabalhando com autoridades de saúde em todo o mundo para monitorar e responder aos surtos da doença. O Hospital Sepaco possui protocolo de atendimento para casos suspeitos e casos confirmados da doença.

A concentração de pessoas é um risco de contrair doenças respiratórias transmitidas por vírus.

Caso você não tenha sintomas e a pessoa também não, fique tranquilo/a pois é desnecessária a coleta de exames em pacientes assintomáticos. O vírus só é detectado quando há sintomas, de preferência nos primeiros 7 dias do início do quadro clínico.

Caso haja possibilidade de trocar a data da viagem, escolha uma nova data e faça nova programação. Caso não seja possível evita-la, tome ainda mais cuidado com a higiene das mãos, evite aglomerações e siga as recomendações de proteção.

A testagem para o novo coronavírus só é indicada para pacientes que apresentam sintomas (febre e tosse) que retornaram de viagem internacional recente nos últimos 14 dias ou que tiveram contato com algum caso suspeito ou confirmado de coronavírus. Portanto, não está indicado para pacientes assintomáticos.

Não há necessidade de suspender consultas, exames e procedimentos previamente agendados no Sepaco. Caso você tenha sintomas respiratórios e/ou contato com algum caso suspeito ou confirmado de Covid-19, procure atendimento médico e avise na recepção a respeito dos sintomas. No Hospital Sepaco, você receberá uma máscara que deve ser usada durante todo o atendimento.

Os antibióticos funcionam apenas em infecções bacterianas. O Covid-19 é causado por vírus e antibióticos, portanto, não têm nenhum efeito e não podem ser usados como um meio de prevenção ou tratamento de Covid-19. Eles devem ser usados somente com indicação médica.

Até o momento não há vacina e/ou medicamento antiviral para prevenir ou tratar a Covid-19. Porém, as pessoas infectadas recebem cuidados para aliviar os sintomas. A maioria dos pacientes se recupera apenas com os cuidados de suporte. Porém, pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas.

Possíveis vacinas e tratamentos estão em fase de testes por meio de ensaios clínicos e a OMS está coordenando esforços para desenvolver vacinas e medicamentos que previnam e tratem a doença. As maneiras mais eficazes de se proteger são:

  • higienizar frequentemente as mãos;
  • cobrir a boca e o nariz ao tossir, de preferência com lenço descartável;
  • manter uma distância de pelo menos 1 metro de pessoas com tosse e/ou espirros;
  • ao tossir, caso não tenha lenço descartável, cubra a boca e nariz com a dobra do cotovelo e higienize suas mãos na sequência.

A maioria dos casos de Covid-19 tem cura espontânea. Os índices de mortalidade são baixos, em torno de 2,1%.

Produtos desinfetantes como álcool 70% e água e sabão podem eliminar o coronavírus. Lavar constantemente as mãos e o pulso com água e sabão ou com álcool em gel são ações importantes e eficazes no combate ao vírus. Para a limpeza de superfícies, é recomendado o uso de água e sabão.

Não passe álcool em gel nos utensílios domésticos para evitar danos nos itens. Utilize álcool 70% líquido.

  • higienize regularmente as mãos com álcool gel 70% ou água e sabão pois isso elimina o vírus;
  • mantenha, pelo menos, 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa com tosse e/ou espirro pois eles pulverizam pequenas gotas do nariz e/ou boca que podem conter o vírus. A proximidade pode fazer você respirar as gotículas, incluindo o novo coronavírus, caso a pessoa que tossiu tenha a doença;
  • evite tocar nos olhos, nariz e boca. As mãos tocam muitas superfícies que podem estar infectadas pelo vírus e, posteriormente, transferi-lo para os olhos, nariz ou boca;
  • certifique-se de que você e todos ao seu redor tenham uma boa higiene respiratória cobrindo a boca e o nariz ao tossir e/ou espirrar, descartando o tecido usado imediatamente. Seguir uma boa higiene respiratória ajuda a proteger as pessoas ao seu redor contra doenças causadas por vírus como o Covid-19 e também gripes e resfriados;
  • em caso de febre, tosse e dificuldade para respirar, procure atendimento médico imediatamente e siga todas as instruções;
  • mantenha-se informado sobre a Covid-19. As autoridades nacionais e locais terão as informações necessárias e mais atualizadas sobre a situação. Somente com informação e atendimento médico quando necessário é possível se proteger e evitar a propagação do vírus e de outras infeções.

Idosos e pessoas com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas ou diabetes) parecem desenvolver doenças graves com mais frequência do que outros.

Pessoas sem sintomas respiratórios, como tosse e ou espirro, não precisam usar máscara. A OMS recomenda o uso racional de máscaras e somente em pessoas que apresentam sintomas da COVID-19 (tosse e/ou). O uso de máscaras é fundamental para os profissionais de saúde e para pessoas que cuidam (em casa ou em estabelecimento de saúde) de indivíduos com sintomas da doença.

Uma suspeita de infecção por COVID-19 está ligada a viagens em áreas onde os casos foram relatados, contato próximo com alguém que viajou para essas áreas e ficou doente.

A maioria das estimativas do período de incubação do coronavírus da COVID-19 varia de 1 a 14 dias, mas geralmente é em torno de cinco dias. Esses dados serão atualizados à medida que mais informações estiverem disponíveis. “Período de incubação” é o tempo entre a contaminação pelo vírus e o início dos sintomas da doença.

Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns entre os animais. Raramente as pessoas são infectadas por eles e, quando isso acontece, os vírus podem espalhar para outras pessoas. As possíveis fontes da COVID-19, como o morcego, ainda não totalmente confirmadas.

Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns entre os animais. Raramente as pessoas são infectadas por eles e, quando isso acontece, os vírus podem espalhar para outras pessoas. As possíveis fontes da COVID-19, como o morcego, ainda não foram totalmente confirmadas.

Para se proteger, evite o contato direto com animais e superfícies que entraram em contato com animais.

Garanta também boas práticas de segurança alimentar: manuseie carne crua, leite ou órgãos de animais com cuidado para evitar a contaminação de alimentos não cozidos e também o consumo de produtos de animais crus ou mal cozidos.

Ainda não há evidências de que o animais de companhia ou animais de estimação, como gatos e cães, podem espalhar o vírus que causa a COVID-19.

Não se sabe quanto tempo o vírus que causa a COVID-19 sobrevive na superfície, mas ele parece se comportar com outros coronavírus. Estudos sugerem que os coronavírus podem persistir nas superfícies por algumas horas. Isso pode variar de acordo com o tipo de superfície, a temperatura ou umidade do ambiente.

Para higienizar uma superfície que possa estar infectada, limpe-a com um desinfetante simples para matar o vírus e proteger a si e aos outros. Higienize as mãos com álcool gel a 70% ou água e sabão e evite tocar olhos, boca ou nariz.

A probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e mesmo se houvesse infecção, o risco de pegar o vírus que causa a COVID-19 em um pacote que foi movido, transportado e exposto a diferentes condições e temperaturas também é baixo.

As seguintes medidas NÃO são eficazes contra a Covid-2019 e podem ser prejudiciais:

  • tabagismo
  • tomar remédios tradicionais à base de plantas
  • usar várias máscaras
  • automedicar-se, por exemplo com antibióticos

De qualquer forma, caso você tenha febre, tosse e dificuldade para respirar, procure atendimento médico com antecedência para reduzir o risco de desenvolver uma infecção mais grave e compartilhe seu histórico de viagens recentes com médicos.

A internação deve ser definida por uma equipe médica. A indicação de internação restringe-se a uma minoria de pacientes com sinais de doença grave, tais como insuficiência respiratória ou disfunções em outros órgãos.

O isolamento respiratório domiciliar é indicado nos casos suspeitos ou confirmados da COVID-19 sem necessidade de internação e apenas como medida de segurança para tentar evitar a disseminação da doença. De forma geral, as recomendações são:

  • permanecer em isolamento domiciliar voluntário (em casa) durante 14 dias (a partir da data do início dos sintomas);
  • manter distância dos familiares e permanecer em ambientes privativos;
  • manter o ambiente de sua casa com ventilação natural;
  • utilizar máscara cirúrgica descartável durante este período e trocá-las quando estiverem úmidas;
  • não frequentar locais públicos como escola e ambiente de trabalho, e só sair de casa em situações de emergência durante o período de isolamento;
  • cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar;
  • higienizar as mãos frequentemente com álcool gel alcoólico ou água e sabonetes;
  • evitar tocar boca, olhos e nariz sem higienização das mãos;
  • não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

Não há relatos de transmissão do coronavírus através do leite materno. A contaminação ocorre principalmente por meio de gotículas geradas por uma pessoa contaminada durante tosse/espirros.

Ainda não é possível afirmar sobre o potencial de transmissão vertical do coronavírus (antes, durante ou depois do parto). Dos poucos relatos científicos que existem sobre a COVID-19, nenhum dos recém-nascidos de mães doentes apresentaram o vírus.

A contaminação ocorre principalmente por meio de gotículas geradas por uma pessoa contaminada durante tosse/espirros.

Para evitar a propagação e a informação por meio de fake news (notícias falsas), utilize os seguintes sites:

OPAS
OMS


Fontes: Equipe de SCIH do Hospital Sepaco, Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Panamericana da Saúde (OPAS).

Atualizado em: 02/03/2020