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Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio – Valorizar a vida é importante!

10 de setembro de 2019

A tristeza é um sentimento natural do ser humano. Todos nós, ao longo da vida, nos sentimos tristes e essa emoção é direcionada a algo, alguém ou algum evento. Ela tem começo, meio e fim, não necessariamente na mesma intensidade e com igual período de duração e tem um ciclo natural que se encerra sozinho com o passar do tempo ou com a redescoberta do prazer em atividades cotidianas rotineiras.

De acordo com a psicóloga da Promoção à Saúde do Sepaco Autogestão, Samantha Negrini, nem sempre uma pessoa triste demonstra o sentimento. “Uma pessoa que passa por um momento triste muitas vezes não chora ou fica deitada sem vontade de levantar e fazer atividades ou trabalhar. Muitas vezes a pessoa entristecida pode sair, conversar, sorrir, mas ela ainda se sente fragilizada ou frustrada, e esta é a grande diferença entre tristeza e depressão. A pessoa triste trabalha, faz atividades que gosta, apesar da tristeza”, explica.

Na depressão, apesar do sentimento de tristeza, a pessoa pode ficar sem vontade de fazer atividades, perder o prazer em atividades rotineiras e com isso perder qualidade de vida. “A depressão é uma doença e requer a avaliação de um psicólogo ou psicoterapeuta por ser um transtorno psíquico que não cessa sozinho, é mais intenso que a tristeza e se prolonga por muito tempo, geralmente além de duas semanas”, ressalta.

Tratamento

A tristeza não tem tratamento, mas, para voltar a viver feliz, a pessoa triste pode realizar terapia, buscar maneiras novas de enxergar a situação causadora da tristeza, realizar mudanças comportamentais e até mesmo desenvolver atividades sociais, culturais, etc. Tudo isso ajuda no processo de recuperação e superação da ação que provocou a tristeza.

A depressão, ao contrário, requer acompanhamento e atenção. “O tratamento é feito com base em medicamentos, mudanças de padrões de comportamento que visam melhorar a qualidade de vida e, assim como na tristeza, na realização de atividades sociais, esportivas e culturais”, finaliza.

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