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Notícias

novembro de 2018

No dia 17 de novembro comemora-se o Dia Mundial da Prematuridade, criado para destacar a importância do tema no Brasil: no país, cerca de 12% dos nascimentos são prematuros, o dobro do índice de países europeus. Em outras palavras, 340 mil bebês nascem prematuros por ano, o equivalente a 930 bebês prematuros por dia.

Em todo o mundo, são aproximadamente 15 milhões de nascimentos de bebês prematuros e de baixo peso por ano, e cerca de um terço deles morrem antes de completar um ano de vida.

Com o intuito de conscientização para os problemas da Prematuridade, o mês de novembro foi designado Novembro Roxo, um mês inteiro dedicado à realização de campanhas e ações em favor dos bebês prematuros.

Os prematuros não são apenas bebês com baixo peso mas também crianças com alto risco de problemas de saúde e sequelas, com necessidade de atendimento em UTIs especializadas com tecnologia avançada, equipe multidisciplinar e especialistas médicos além do neonatologista, como neuropediatra, cardiopediatra, cirurgião pediátrico, oftalmologista.

O Sepaco possui uma unidade exclusiva para atender aos casos de prematuridade neonatal. Com 25 leitos, a UTI Neonatal do Hospital Sepaco possui serviços especializados e estrutura preparada além de atendimento multidisciplinar e de enfermagem prontas para o atendimento recém-nascidos de alto risco.

Quanto mais prematuro, mais riscos

Para controlar e reduzir os índices de prematuridade são essenciais medidas de saúde pública, dentre elas o pré-natal adequado. Um acompanhamento minucioso da gestação identifica riscos, ajuda a controlar doenças comuns na gestação, como hipertensão arterial, diabetes e infecção urinária, muitas vezes responsáveis pelo desencadeamento do parto prematuro. Além disso, deve-se prevenir a gestação na adolescência, outro fator de risco para a prematuridade.

Além das medidas de prevenção, é extremamente importante disponibilizar um atendimento adequado para esses bebês. Isso exige estrutura hospitalar, equipe médica, enfermagem, fisioterapia e fonoaudiologia, garantindo um desenvolvimento adequado e tratamento de doenças associadas a prematuridade.

Muito ainda precisa ser feito pela prematuridade no Brasil. No dia 17 use qualquer adereço roxo demonstrando apoio a causa dos bebês prematuros.

 

Renata Castro – Coordenadora Médica Assistencial da UTI Neonatal
CRM: 126.380

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novembro de 2018

O Hospital Sepaco apoia o Novembro Azul, campanha iniciada na Austrália, em 2003, que se tornou símbolo da luta contra algumas doenças masculinas, principalmente o câncer de próstata, que é causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se para o Brasil 68.220 casos novos de câncer de próstata para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

O câncer de próstata é a segunda principal causa de óbitos por câncer e a mais comum entre os homens em todo o mundo, depois do câncer de pulmão. De acordo com o Dr. Eduardo Muracca Yoshinaga, urologista do Hospital Sepaco, “o objetivo dessa campanha é estimular e promover uma conscientização, não somente nos homens, mas de toda sociedade sobre essa doença, e promover a saúde do homem como um todo”.

Um levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem (CRSH), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que 70% dos homens somente vão ao médico quando acompanhados por esposa ou filha. Muitas vezes o retardo na procura da ajuda médica leva a um estágio avançado da doença. “O preconceito diminuiu bastante ao longo dos anos, mas ainda hoje há homens que deixam de ir ao urologista por timidez ou tabus relacionados ao exame da próstata, isso é algo que não podemos aceitar”.

Doenças como o câncer de próstata não costumam apresentar sintomas em fase inicial e somente são detectadas com exames específicos, que dependem da consulta com um urologista. Caso não haja um diagnóstico precoce, são possíveis complicações mais graves como dores ósseas ou obstruções urinárias. “O diagnóstico precoce permite um tratamento com menor custo, maior taxa de cura e menor índice de complicações. Por isso é essencial cuidar da saúde e fazer exames preventivos”, conclui o especialista.

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outubro de 2018

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) leva a óbito mais de 100 mil pessoas por ano no Brasil. Estima-se que neste ano serão 18 milhões de casos no mundo e, em 2030, devem ser 23 milhões. Cerca de 50% dos sobreviventes ficam com sequelas graves, por isso a necessidade de reconhecer e tratar o AVC.

Neste Dia Mundial do Combate ao AVC, 29 de outubro, o Dr. Carlos Bosco Marx, neurologista do Hospital Sepaco, alerta que grande parte da população mundial está em risco e a situação tende a piorar. “É preciso estar atento a qualquer alteração do corpo, pois se trata de uma doença grave e silenciosa”.

Mas com prevenção, o AVC pode ser evitado mediante acompanhamento clínico preventivo e os pacientes acometidos pela doença podem manter sua qualidade de vida com tratamento multidisciplinar adequado. “Assim como as pessoas realizam check-ups para evitar os problemas cardíacos, é fundamental realizá-los para prevenir os acidentes vasculares encefálicos”, avalia Dr. Bosco.

É importante estar alerta e aprender a reconhecer os sinais precoces do AVC. Se houver rapidez no atendimento inicial, é possível utilizar um medicamento para dissolver o coágulo que obstrui a artéria cerebral causadora dos sintomas em até 4,5 horas do início dos sintomas. “Desta forma, muitos pacientes tem uma boa recuperação neurológica com baixo índice de sequelas e boa qualidade de vida”, comenta o neurologista.

Entre os sinais mais comuns são fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna e em um lado do corpo, confusão mental, alteração da fala ou compreensão da linguagem, alterações visuais (perda súbita/escurecimento visual), alteração do equilíbrio, perda de coordenação motora, tonturas e dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente. “Ao sentir qualquer um desses sintomas, anote o horário em que começaram e procure imediatamente atendimento médico”, explica dr. Bosco.

Já fatores de risco que podem ser facilitadores para um AVC são doença vascular periférica, doenças cardíacas, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, sedentarismo, colesterol alto, uso de anticoncepcionais, álcool e drogas ilícitas. Para o especialista, o controle adequado desses fatores de risco pode diminuir a probabilidade de uma pessoa ter um Acidente Vascular Cerebral e suas complicações.

Desta forma, tome alguns cuidados preventivos para garantir sua saúde, tais como adotar uma alimentação saudável, parar de fumar, praticar algum tipo de exercício físico regularmente. Para quem tem pressão alta, a dica é fazer um esforço para tomar seus remédios conforme prescrição médica e, já para os diabéticos, prestar atenção na dieta, para bom controle da glicemia e tomar os remédios regularmente.

 

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outubro de 2018

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, vitimando, de acordo com a organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 17,7 milhões de pessoas em todo o mundo. Desse total, estima-se que 7,4 milhões ocorrem devido às doenças cardiovasculares e 6,3 milhões devido a acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

Neste Dia Mundial do Coração, 29 de setembro, o Dr. Alfredo A. Eyer Rodrigues, cardiologista do Hospital Sepaco, ressalta que o grande desafio é conscientizar a população que a prevenção é a maior chave para mudarmos esse panorama. “Quase metade das pessoas que morrem devido à doenças cardiovasculares estão no período mais produtivo da vida – entre 15 e 69 anos de idade”. 

As doenças do sistema cardiovascular estão relacionadas principalmente a fatores como hereditariedade, idade e gênero, mas outros como tabagismo, colesterol elevado, aumento da pressão arterial, diabetes, obesidade, aumento da circunferência abdominal, alimentação inadequada e falta de atividade física podem contribuir para o surgimento e agravamento da doença.

Quando o assunto é a prevenção das doenças cardiovasculares, é necessário sabermos que a mudança de hábitos simples no cotidiano pode colaborar e muito para cuidar melhor do coração. Algumas dicas saudáveis são: abandonar o cigarro e não exagerar no consumo de álcool, ter uma alimentação balanceada, fazer uma atividade física, manter um peso saudável, conhecer seus números (pressão, colesterol, glicose) e conversar com seu médico para estar cada dia melhor!

Lembre-se: dê um passo de cada vez. Inicie com o item que julgar mais fácil e vá incorporando novos hábitos com o tempo! Pequenas mudanças fazem grande diferença!

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outubro de 2018

O Hospital Sepaco é consciente e apoia o Outubro Rosa, campanha mundial que luta pela prevenção do câncer de mama, doença que ainda assusta o público feminino e que atingiu 1,67 milhão de mulheres no mundo em 2012 e cerca de 57 mil mulheres no Brasil em 2014.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), dos 520 mil novos casos de câncer no país esperados para este ano, quase 60 mil serão de mama. Diante disto, o especialista Dr. Cid Gusmão, responsável pelo Centro de Oncologia do Hospital Sepaco e fundador do Centro de Combate ao Câncer (CCC), recomenda ações para controle da mortalidade da doença. “A prevenção, detecção precoce e informação de qualidade são essenciais para um alto índice de cura”.

O objetivo é contribuir com o controle do câncer de mama no país ao longo dos 31 dias dedicados a reflexões e ações sobre o tema. “Não podemos esquecer que os exames clínicos periódicos e a mamografia devem estar na agenda das mulheres a partir de 40 anos de idade”, reforça o médico.

Do diagnóstico ao tratamento

Enquanto o mundo se veste de rosa, muitos companheiros e familiares enfrentam a dura realidade de apoiar e esperançar a mulher durante o tratamento do câncer de mama. Este incentivo é considerado essencial para que o paciente não negue a doença e tão pouco desista do tratamento. “Essa situação é considerada comum quando a mulher não está acompanhada dos familiares”, revela o especialista.

O especialista destaca que entre as diversas formas de apoio estão o carinho, palavras, abraços ou atitudes. Para o médico, o suporte emocional está 100% atrelado à cura da doença. “Ajudar no controle do medicamento e nas tarefas de casa também são ações importantes que, com certeza, farão a diferença”.

 

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setembro de 2018

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente, em todo o mundo, existem aproximadamente 35,6 milhões de portadores de Doença de Alzheimer. No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas foram diagnosticadas com esta patologia. Nas últimas duas décadas, com o envelhecimento exponencial da população nos países em desenvolvimento, a OMS estima que haverá 115 milhões de pessoas com demência nos próximos 40 anos.

A Doença de Alzheimer é uma das doenças neuro-degenerativas que comprometem as funções intelectuais, alterando o comportamento e personalidade do indivíduo, sendo muitos pacientes reconhecidos popularmente como “esclerosados” ou “caducos”. Os sintomas iniciais incluem perda de memória recente, alterações comportamentais e desatenção, evoluindo com dificuldades nas atividades diárias no trabalho ou relacionamento interpessoal.

Segundo Dr. Carlos Bosco Marx, neurologista do Hospital Sepaco, o Mal de Alzheimer atinge pessoas a partir dos 55 anos de idade sendo mais comum após a sexta década. “A doença prejudica a relação de sociabilidade do portador, uma vez que a evolução do quadro torna o indivíduo mais dependente para realizar atividades diárias rotineiras. Em quadros moderados a avançados, afeta também a capacidade de aprendizado, atenção, linguagem, memória executiva, observando-se na prática pacientes com confusão mental”.

“Não existe ainda um tratamento curativo definitivo, porém acreditamos que uma rotina com exercícios físicos, aprendizado de novos conhecimentos, estímulo de habilidades mentais tais como raciocínio e concentração (palavras cruzadas / sudoku / leitura diária) é uma boa estratégia para retardar os sintomas da doença pois estimulam a produção de proteínas “protetoras“ de conexões neurais”, explica o especialista.

Dr. Bosco também destaca que manter uma dieta equilibrada e saudável auxilia na prevenção desta patologia com evidência de redução de risco de até 55%. “Os alimentos saudáveis para o cérebro são: vegetais de folhas verdes, oleaginosas, frutas, grãos, cereais integrais, peixe, aves, azeite e vinho. Já os cinco grupos não saudáveis são: carnes vermelhas, manteiga e margarina, queijo, bolos e doces, frituras e fast-foods. Hoje, existem medicamentos que podem melhorar um pouco a memória e o comportamento, oferecendo assim uma melhor qualidade de vida ao paciente, desde que diagnosticado o problema precocemente”, afirma.

Para o Dr. Bosco, é importante que as pessoas tomem consciência que a partir dos 40 anos há um declínio fisiológico da memória relacionado ao processo de envelhecimento, porém quando tal perda causa uma modificação ou dano nas atividades diárias do paciente é fundamental buscar ajuda de especialistas para investigar os motivos reais. “Os parentes precisam estar muito atentos a qualquer um dos sintomas citados acima e nas mudanças de hábitos do idoso, já que iniciar o tratamento rapidamente pode ajudar a controlar os sintomas e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela idade avançada”.

A doença não afeta apenas o paciente, mas também aos seus parentes. A família deve se preparar para uma sobrecarga muito grande, desta forma, além dos cuidados médicos, o doente precisará de muito carinho e atenção de seus entes queridos.

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setembro de 2018

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

No Brasil, 32 pessoas cometem suicídio por dia!!!

O suicídio é uma grande questão de saúde pública em todos os países. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2014), é possível prevenir o suicídio, desde que, entre outras medidas, os profissionais de saúde, de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecerem os fatores de risco presentes, a fim de determinarem medidas para reduzir tal risco e evitar o suicídio.

O suicídio pode ser definido como um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal. Também fazem parte do que habitualmente chamamos de comportamento suicida: os pensamentos, os planos e a tentativa de suicídio. Uma pequena proporção do comportamento suicida chega ao nosso conhecimento. A figura 1 ilustra a prevalência de comportamento suicida na população brasileira ao longo da vida mostrando, por exemplo, que 17% das pessoas no Brasil pensaram, em algum momento, em tirar a própria vida

 

Quais as barreiras à detecção e à prevenção do suicídio?

Diversos fatores podem impedir a detecção precoce e, consequentemente, a prevenção do suicídio. O estigma e o tabu relacionados ao assunto são aspectos importantes. Durante séculos de nossa história, por razões religiosas, morais e culturais o suicídio foi considerado um grande “pecado”, talvez o pior deles. Por esta razão, ainda temos medo e vergonha de falar abertamente sobre esse importante problema de saúde pública.

O impacto do suicídio: por que prevenir?

Em 2012, cerca de 804 mil pessoas morreram por suicídio em todo o mundo, o que corresponde a taxas ajustadas para idade de 11,4 por 100 mil habitantes por ano – 15,0 para homens e 8,0 para mulheres (OMS, 2014). 15 A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio, e a cada três segundos uma pessoa atenta contra a própria vida. As taxas de suicídio vêm aumentando globalmente. Estima-se que até 2020 poderá ocorrer um incremento de 50% na incidência anual de mortes por suicídio em todo o mundo, sendo que o número de vidas perdidas desta forma, a cada ano, ultrapassa o número de mortes decorrentes de homicídio e guerra combinados. Além disso, cada suicídio tem um sério impacto na vida de pelo menos outras seis pessoas.

Fatores de risco para o suicídio:

Mitos sobre o comportamento suicida:


Reconhecer, prevenir e tratar

Suicídio é um assunto sério: mais que um problema de saúde, configura-se como um dos vários sinais de quadros clínicos mais complexos. Portanto, o reconhecimento e planejamento terapêutico deve ser obrigatoriamente realizado por um médico especialista, o Psiquiatra.

Como dito anteriormente, sempre vale a pena encaminhar um indivíduo para avaliação médica especializada aos mínimos sinais de que algo não vai bem.

No Sepaco contamos com o Serviço de Risco e Retaguarda Psiquiátrica que avalia em interconsulta alguns pacientes que se encontram internados por outros motivos (por exemplo cirurgias, eventos clínicos diversos) e que necessitam de apoio quando há suspeita de doença mental subjacente.

A equipe é coordenada pelo Dr. Luis Felipe de Oliveira Costa e conta com mais quatro psiquiatras, todos altamente qualificados.

 

Fonte: Coordenador de Psiquiatria
Luis Felipe de Oliveira Costa
CRM: 112.977

Bibliografia:
Suicídio: informando para prevenir. Copyright © 2014 – Associação Brasileira de Psiquiatria

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setembro de 2018

A endometriose é uma doença crônica recorrente que já afeta cerca de seis milhões de brasileiras em idade reprodutiva. A doença é caracterizada pela presença do endométrio, o tecido que reveste o interior do útero, fora da cavidade uterina, causando sintomas como cólica menstrual forte e incapacitante, sangramento menstrual intenso, relações sexuais dolorosas e infertilidade.

Neste artigo, vamos compreender melhor alguns aspectos da doença que devem ser levados em conta para um diagnóstico adequado, assim como a melhor abordagem terapêutica.

Como ocorre a Endometriose

O endométrio é a camada interior do útero, que fica mais espessa todos os meses, para que um óvulo fecundado possa se desenvolver adequadamente. Quando a gravidez não ocorre, esse tecido descama e é expelido na menstruação.

Na mulher com endometriose, um pouco desse sangue migra no sentido oposto, atingindo os ovários ou a cavidade abdominal, causando o que chamamos de lesão endometriótica.

Estas células endometriais podem atingir diversos órgãos da pelve, como: trompas, ovários, intestinos e bexiga. A condição é problemática, pois estas partículas não são liberadas durante a menstruação, permanecendo e crescendo neste lugar. Além disso, mesmo fora do útero, elas acompanham o ciclo menstrual, causando dores intensas.

Causas da Endometriose

As causas para este comportamento das células endometriais ainda são desconhecidas, mas já temos alguns estudos que apontam possíveis origens para o problema.

Acredita-se que deficiências no sistema imunológico podem facilitar o surgimento da doença, tornando o corpo incapaz de reconhecer e destruir as células endometriais que crescem no lugar errado.

Há também a hipótese de que algumas células que revestem o abdômen e as cavidades pélvicas podem se converter em tecido endometrial, já que ambos os tipos de células são originários de células embrionárias comuns.

Outras causas podem incluir a ligação das células endometriais às incisões cirúrgicas de histerectomia ou cesariana ou o transporte destas células, pelo sistema linfático para outras partes do corpo.

Entre os fatores de risco para o problema estão familiares próximas com a doença, começar a menstruar muito cedo, nunca ter tido filhos, ciclos menstruais frequentes e menstruações que duram mais de sete dias.

Sintomas da Endometriose

O principal sintoma da endometriose é a dor pélvica cíclica, de acordo ao ciclo menstrual. Ou seja, a dor pélvica vai aumentando conforme o tempo, sendo pior durante o período de menstruação do que o normal. Outros sintomas frequentes são:

Dores nas relações sexuais com penetração;
Dores ao urinar e evacuar, especialmente no período menstrual;
Infertilidade;
Fadiga;
Diarreia.

Geralmente, a intensidade da dor não está relacionada à extensão do problema. Algumas mulheres com estágio grave da doença não sentem dor, enquanto outras com pequenos focos apresentam dores intensas, a ponto de necessitarem de atendimento médico em emergência.

Muitas vezes, os sintomas da endometriose podem ser confundidos com os de outras doenças. Algumas mulheres também demoram a procurar o médico porque julgam que seus sintomas “são normais” da menstruação, como algo que todas as mulheres devem suportar.

Contudo, é muito importante consultar um médico já ao início dos primeiros sinais pois, além de ser totalmente tratável, esta é uma doença progressiva. Se não for identificada e tratada corretamente, a cólica incapacitante pode agravar, tornando-se uma síndrome de dor crônica, com sérias complicações, como a infertilidade.

Como é o Tratamento da Endometriose

Por ser uma doença crônica, o acompanhamento médico contínuo da endometriose é de extrema importância. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, além de diminuir as lesões endometrióticas e minimizar o risco de infertilidade.

Isto pode ser feito com medicamentos ou cirurgia. Cada uma destas abordagens tem suas especificidades, e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença para recomendar o melhor tratamento. Dependendo da situação, ambos os procedimentos são realizados em conjunto.

A endometriose pode ser tratada cirurgicamente por meio do método pouco invasivo, um procedimento com mínimas incisões. A técnica dá acesso a várias áreas da pelve, onde possam ter os focos de doença e permite retirar o tecido doente com grande precisão cirúrgica e conforto para as pacientes, durante e no pós-operatório.

A Importância do Tratamento Adequado

Uma das mensagens que tentamos passar às pacientes é que as cólicas dolorosas durante a menstruação, que incapacitam adolescentes e mulheres de participar de suas atividades diárias, não são normais.

Cólicas e desconforto durante a menstruação podem ocorrer, mas se interferem nas atividades normais, a mulher precisa ser avaliada por um ginecologista.

Não permita a ninguém minimizar a sua dor. Se você vem experimentando sintomas incapacitantes, agende uma consulta e deixe-nos ajudar no tratamento do seu problema.

O Hospital Sepaco dispõe de equipe com grande expertise na área de ginecologia, cirurgia vídeo assistida, mastologia, especialistas em endometriose e estão em constante aperfeiçoamento, para promover a saúde feminina com as abordagens mais modernas.  Ainda com diagnóstico de alta resolução como ultrassonografia e ressonância magnética.

 

Fonte: Coordenação Ginecologia e Obstetrícia
62.224 Carlos Antonio Del Roy
32.658 Raimundo Maria Melo Nunes
121.080 Nuno Da Silva Nunes Neto

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setembro de 2018

No dia 31 de agosto, mais de 70 pessoas se reuniram no auditório do Hospital Sepaco para a o 2º Simpósio de Psicologia, com o tema “Práticas psicológicas no hospital geral: qual o lugar do Psicólogo?”.

O evento foi realizado pela Psicocare, responsável pelo Serviço de Psicologia do Hospital Sepaco, com o apoio do Instituto de Ensino e Pesquisa.

O cronograma foi dividido em duas mesas redondas que abordaram o atendimento psicológico ao paciente em situação de vulnerabilidade e a articulação do psicólogo com a equipe multidisciplinar diante das emergências
psiquiátricas.

Confira as fotos do evento:

 

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agosto de 2018

Os Drs. Marcelo Hamaji e Juliano Almeida, médicos anestesistas do Hospital Sepaco, marcaram presença no I Simpósio Internacional de Paciente Cirúrgico de Alto Risco (I International Symposium on the High-Risk Surgical Patient). O evento que aconteceu nos dias 3 e 4 de agosto, no Hotel Transamérica, em São Paulo, contou com um público de aproximadamente 850 pessoas, entre cardiologistas, anestesistas, intensivistas e outros profissionais da saúde de todo o Brasil.

Os dois especialistas do Sepaco participaram de uma mesa redonda que apresentou estudos científicos, além da experiência pessoal relacionados à prevenção de complicações e como alcançar melhores resultados no desfecho do paciente cirúrgico de alto risco, permitindo a reflexão sobre como melhor assisti-lo.

Durante o Simpósio que promoveu ciência de alta qualidade, os representantes do Sepaco tiveram a oportunidade de explanar sobre temas de extrema relevância para o segmento. O Dr. Marcelo Hamaji discursou sobre Regional and Axial Anesthesia: Is There a Role? E destacou a importância da anestesia regional na melhora dos resultados pós-operatórios principalmente em pacientes de alto risco.

Na sequencia, o Dr. Juliano Almeida ministrou uma palestra com o tema Organic Protection During Anesthesia. A plateia pode esclarecer dúvidas sobre as principais técnicas de proteção orgânica durante a anestesia e aproveitar a experiência do Dr. Juliano tanto no campo da anestesiologia como da medicina intensiva.

Para os médicos do Sepaco, estar presente em um grande encontro como este que é reconhecido internacionalmente e conta com especialistas que são referências mundiais no assunto da área da saúde, é muito gratificante, uma vez que puderam participar ativamente e trocar experiências e aprimorar os conhecimentos/aprendizado.

Entre os conferencistas, estavam presentes grandes nomes da Medicina Intensiva brasileira e mundial como Jean Louis Vincent (Bélgica), Jean Louis Teboul (França), Rupert Pearse (Londres), Rupert Pearse (Reino Unido), Massimo Girardis (Itália), Donat R. Spahn (Bélgica) e Daniel de Backer (Bélgica), estes últimos também responsáveis pela organização do evento junto com a Profa. Dra. Ludhmila Abrahão Hajjar (Brasil).

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