Meu filho bateu
a cabeça, e agora?

Toda batida na cabeça é considerada um traumatismo craniano. O que muda é o grau do traumatismo, relacionado a gravidade do mesmo: são divididos em mínimos, leves, moderados ou graves. Nos traumatismos moderados e graves geralmente não há dúvidas de que o paciente precisa ser levado ao hospital – são quedas de alturas, acidentes de trânsito, acidentes relacionados com grande velocidade, queda de objetos pesados na cabeça da criança, agressões, atropelamentos, etc.

Os traumatismos leves e mínimos são os que geralmente causam mais dúvidas. São comuns questionamentos do tipo: “meu filho de 3 anos estava correndo, caiu e bateu a cabeça e fez um “galo”, eu preciso levar meu filho ao hospital?”. É muito importante observar a criança. Qualquer criança com um sinal de alerta do traumatismo craniano deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro para avaliação. Os principais sinais de alerta são: dor de cabeça intensa e persistente, vômitos, crises convulsivas, perda de consciência (desmaio), sonolência ou irritabilidade exageradas, choro inconsolável, perda de memória, sinais neurológicos como dormência ou perda de força, saída de sangue ou líquido transparente do nariz ou do ouvido e moleira inchada. A criança que não apresentar sinais de gravidade será observada em casa e deve sempre estar sob a supervisão de um adulto e, caso durma, ser reavaliada (acordada) a cada 2 ou 3 horas.

Uma criança menor de 2 anos que cai e bate a cabeça costuma requerer sempre ainda maior preocupação. Uma criança pequena tem os ossos bem mais frágeis e menos reflexos de defesa na queda e é mais difícil ou mesmo impossível para ela explicar o que está sentindo. Sendo assim, qualquer trauma na cabeça significativo (exemplo: queda de mais do que 1x a altura da criança) obrigatoriamente deve ter avaliação do pediatra em um pronto-socorro, mesmo que a criança esteja sem nenhuma queixa.

É importante ressaltar que o melhor tratamento do traumatismo craniano é a prevenção: evite submeter seu filho a situações de risco pois, no caso das crianças, todo cuidado é pouco. Caso você tenha dúvidas se seu filho precisa ou não da avaliação médica, é aconselhável levá-lo ao pronto socorro pediátrico pois há situações que é melhor exceder no cuidado do que deixar de prestar socorro em um quadro que pode ter uma complicação potencialmente grave. Fonte: Coordenadora de Neurocirurgia Pediátrica.

Raquel Rodrigues Zorzi
CRM: 142.761

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